Translate

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Luderitz

Quando regressamos da nossa aventura com o polo, seguimos ambos para Windhoek, o Ralf seguiu para Cape Town e eu aguardei pelo próxima manhã para rumar ao sul até Luderitz.

Cheguei à estação por voltas das 9h, mas apenas às 14h30min partimos para uma viagem de quase 10 horas, escusado será dizer que apenas por volta das 24h cheguei, onde iria ficar em Couchsurfing com duas jovens britânicas.

Tiveram super paciência para esperar por mim e por lá fiquei durante 3 dias.

Luderitz é a terceira cidade costeira da Namíbia e onde termina o deserto do Namib e se inicia a costa dos diamantes. A sul é proibido passearmo-nos ou visitar, pois temos a exploração de diamantes.

A cidade permanece com uma arquitetura germânica e com necessidade de criarem um porto em África no iníciodo séc XX os Alemães decidiram tomar esta terra e formar aqui o seu porto.





Entretanto, diamantes foram descobertos e bem próximo foi criada umas cidade, Kolmanskop, com apenas o propósito de  servir de base a todos os trabalhadores (cerca de 800), mais os habitantes (350,com aproximadamente 50 crianças). 

Foi criado um escola, hospital, casino, padaria, talho, etc, tudo que seja necessário para entreter os sr que enriqueciam com a exploração mineira. 

No entanto, os arredores adormeceram e a exploração continuou na área restrita no sul e a cidade foi simplesmente abandonada. Como a cidade está próximo das dunas, a areia entrou nas instalações, permanecendo apenas as suas ruínas e a alcunha de cidade fantasma.





A 20 km de distância da cidade, temos um Padrão Português da era dos descobrimentos. Bartolomeu Dias antes de contornar o cabo da boa esperança, parou neste lugar, tendo regressado e colocado o padrão nacional no regresso 




domingo, 15 de fevereiro de 2015

Spitzkoppe

Quando saimos da Petrified Forest já passava da hora de almoço, ainda sem nada no estômago e com mais de 300km para realizarmos, começámos a pensar que teríamos uma repetição e não chegaríamos a Spitzoppe antes do pôr do sol....

E assim foi, no entanto a sorte esteve do nosso lado desta vez.  Perdidos na noite escura, quando chegámos à entrada do parque, um rapaz veio perguntar o que queríamos e explicou-nos que o acampamento era mesmo ali, no interior do parque...

Não vimos o pôr do sol, mas acordamos a tempo de o ver nascer, no entanto para isso tivemos de subir às rochas que estavam junto ao nosso acampamento... Subimos rapidamente e no topo percebemos que a rocha que tínhamos subido não era a mais alta e que teriámos  de descer tudo novamente para chegarmos à rocha da frente... acabei por desisti e ver de uma rochinha pequenina, mas mesmo assim suficiente, porque o sol quando nasce já emite radiação suficiente para tudo estar iluminado e acaba por não ser a mesma magia a vê-lo aparecer e mostrar os primeiros raios de luz...










Ainda passeamos de carro pelo parque até que decidimos que estavamos mesmo no limite para entregar a viatura a tempo e ainda lhe dar uma lavagem básica para tirar os kgs de terra que tinha, ainda da estrada de Cape Cross....

Burnt Mountain, Organ Pipes, Twyfelfontein e Petrified Forest

Depois de dormimos a noite no carro, não estávamos à espera de dormitar até muito tarde, no entanto o imprevisto aconteceu, e apenas por volta das 8h acordámos... temos de ver que desde as 6h que já tinhamos luz :D

Sem pequeno-almoço e agora já sem água, rumámos ao próximo destino com esperança de encontrarmos algum lugar e finalmente conseguimos comprar 2 garrafas de água de 1,5L, fomos salvos...porque para essa manhã ainda nos esperava muito...

A primeira paragem foi na montanha queimada ou Burnt Mountain como lhe chamam... é lugar inóspito, rodeado de vegetação, mas naquelas montanhas específicas pouco floresce... parece-se com o cerro negro, mas esse, era um vulcão, tinha a sua justificação....




Depois seguimos para o Organ Pipes, bem próximo do local anterior, desta vez as rochas parecem socalcos daí a origem do seu nome...



Em terceiro lugar visitámos o património da Unesco, Twyfelfontein, mais uma vez um local com pinturas, mas estas em  maior quantidade e com características bastante interessantes, como o leão com 5 dedos (na realidade apenas possuem 4). Estima-se que as pinturas representem o momento da encarnação, deixando o seu estado humano para o animal...




Por último visitamos a floresta petrificada, estima-se que à bastantes milhares de anos atrás várias árvores tenham sido arrastadas pelas chuvas e após todo o tempo o seus troncos transformaram-se em rocha...




sábado, 14 de fevereiro de 2015

Brandberg White Lady

Então, tudo começou ainda em Swakopmund, quando conheci o Ralf um alemão que assim como eu estava só, mas com vontade de visitar Sossusvlei, partimos na aventura de alugar um carro e como backpackers, alugamos o mais barato, portanto um polo pequenino sem 4x4. Claro que não foi uma decisão louca, foi com conhecimento de causa, as estradas são possíveis de transitar com esta viatura, mas nunca serão alcatrão. 

Após sairmos de Cape Cross o nosso destino foi a montanha de Brandberg, a mais alta montanha da Namibia acima dos 2.600 m. Poderiamos tentar subir, mas é necessário uma autorização especial e um guia, etc... ficamos-nos apenas pela pintura mais famosa, a White Lady. Apesar de lhe chamarem senhora, está mais que provado que se trata de um sr, sexo masculino, mas o nome permaneceu.

Supostamente estamos a dirigir-nos para terra de elefantes e o sinal na estrada é elucidativo disso mesmo, 

                                 

para além dessa indicação o comércio local utiliza bastante a figura do paquiderme para atrair os turistas que passam as estradas a comprarem os seus minerais... Por nós apenas passou um carro, talvez por isso ou pela abundância das pedras encontram-se sem ninguém as vigiar, no entanto quando nos aproximamos valem tanto quanto diamante, mas se fosse a nossa intenção poderíamos ter colocado tudo no carro que até alguém aparecer já rumávamos bem longe no nosso polo adventure :D (os minerais constituem 20% do PIB Namibiano)



A Namibia é extremamente organizada, principalmente nas suas atrações e na entrada esperava-nos um guia, para nos levar à famosa gravura. Em tempos, a mesma estava com grades, agora apesar de não ser permitido comer ou beber na proximidade, já nos conseguimos aproximar, mas sempre controlados...



Foi fantástico poder caminhar um pouco após inúmeras horas dentro do carro, um alerta que o guia nos fez também é que seria necessário calçado confortável, preferencialmente de caminhadas...ele próprio seria a excepção...


Ficamos a perceber porque algumas rochas têm manchas brancas, culpa do pequenote e do seu xixi....



E finalmente após 1 hora de caminho, sob um sol impossível, chegamos às pinturas...



Por volta das 17h deixamos a montanha e seguimos para o próximo destino, ainda a bastantes km de distância... Por insistência do meu colega de viagem paramos para ver o pôr do sol num campismo e aproveitamos para partilhar um esparguete,com intenção de jantar no campismo que tínhamos escolhido para essa noite... 


E graças aquela meia porção de comida não ficamos toda a noite em jejum, porque quando chegamos ao campismo estava completamente vazio sem ninguém, acabamos por dormir no carro, apenas com 0,5L de água remanescente e na esperança de encontrar algo logo pela manhã....

Cape Cross

Em 1486, foi a primeira vez que Europeus atracaram na Namibia. Diogo Cão, foi o navegador que sob a alçada do rei D. Joao II, alcançou o território em que agora viajo.

Como não podia deixar de ser, quis visitar o local e apesar dos Alemães terem levado o padrão colocado inicialmente pelo navegador, para um museu em Berlim, o mais interessante foi visitar o local, mesmo com apenas a réplica,duas aliás, nas quais colocaram inscrições alemães, enfim...





No entanto, bastante interessante é que no mesmo local onde Diogo Cão atracou é agora uma reserva natural de focas. Na minha inocência por pouco perguntei à sra da entrada se veria focas bem de perto, olhando agora para trás, penso que a iria fazer rir bastante.... as focas estão em todo o lado e o interessante é que foi criada uma passadeira para proteger os humanos e somos nós que estamos "fechados" enquanto os animais se passeiam livremente pela praia...